Um pouco do que é viver este problema: bipolaridade, ou distúrbio de humor bipolar, ou depressão bipolar, ou TAB - Transtorno Afetivo Bipolar, já foi chamado de psicose maníaco-depressiva.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Mudanças …

Nos últimos meses saí de um emprego desejado por muitos porque julguei que não estava me fazendo bem.

É duro as críticas mas ficar num lugar que está sugando a gente é complicado.

Agora estou dando aulas.  Me formei em Filosofia quando era seminarista – na época em que eu queria ser padre.

Estou gostando bem mais do que eu faço agora.  E olha que as crianças, ou melhor, os adolescentes, exigem bastante.

E economicamente não valia a pena a troca.  Mas acho que isso dá pra correr atrás.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Euforia e bipolaridade tipo "2"

CLASSIFICAÇÃO
Quanto aos momentos de euforia (antigamente chamada de mania, ou seja, o contrário de depressão) eu lembro de poucos episódios.
Acho que esse é um dos motivos pelos quais meu médico atual me disse que a minha dificuldade de saúde entraria na classificação de Transtorno de Humor Bipolar Tipo 2.
Pelo que li alguns classificam em dois tipos apenas, outros em bem mais.

EUFORIA
Lembro, por exemplo, depois de uma crise depressiva, depois de começar a tomar os remédios (tinha ficado sem por indicação médica por uns meses) de viajar. 
Eu moro numa cidade de 200 mil habitantes, fui para uma cidade umas 10 vezes maior (Porto Alegre) e lá aluguei um carro, sendo que nunca tinha dirigido lá.  É bom levar em conta que eu estava começando uma "conversa" com uma menina (ou com uma guria, como a gente diz aqui no sul).
Mas, enfim, tirei minha carteira de habilitação em Curitiba, uma cidade do mesmo tamanho de Porto Alegre.
Até hoje não sei como que passei no teste - eu tava no meio de uma crise (a primeira, e os remédios estavam começando a fazer efeito).
Mas o fato é que eu parecia estar com "os pés altos do chão".

São os extremos, é a minha vivência.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Twitter – testando

Vou testar para ver se dá certo publicar algo paralelo ao blog no Twitter:

http://twitter.com/bipolaridadeeeu 

Pois são publicações mais curtas, talvez dê certo, talvez não.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Depressão & Religião

INTRODUÇÃO
Esse é um assunto que me é bem próximo.  Sou bastante religioso.  Mas devido a dificuldade com a bipolaridade tive várias crises.  Tais crises, hoje, eu chamaria de parte da caminhada espiritual.

Mas não é esse o objetivo deste post.  No final, eu falo qual a minha religião.  A questão é se a religião pode ajudar ou atrapalhar.  Acho que as duas coisas podem acontecer.

AJUDA OU ATRAPALHA?
Quando a religião serve como esteio, base de apoio, ela é muito importante.  Pois, para citar o exemplo extremo, há um alto índice de suicídio entre aqueles que sofrem com o Distúrbio de Humor Bipolar.  Falo por mim, pois foi na fé, no contato com Deus, que encontrei forças para continuar. 

E não estou desmerecendo e nem dizendo que não foi importante as outras formas de apoio.  Tanto que, em uma das postagens anteriores ("Remédios e ...") eu deixo bem claro que considero importante o apoio médico.  Penso também que o auxílio de psicólogos(as), a psicoterapia, ajuda muito.

Aliás, é justamente aqui que a religião pode atrapalhar.  Por ignorância (no sentido de falta de conhecimento mesmo) ou fanatismo, tem gente que diz "basta ter fé", ou que o problema é "falta de fé".  Olha isso é a pior coisa para alguém que é religioso ouvir pois faz a pessoa se sentir culpada.  E se sentir culpado por uma doença que se tem e que não se sabe exatamente as causas, cuja origem muitos estudiosos afirmam ser de origem genética, é algo que põe a pessoa ainda mais para baixo.  E isso é perigoso para alguém com depressão, pois agrava o quadro.  Aumenta a chance de suicídio, por exemplo.  Aliás, Jesus combateu a idéia de que as doenças das pessoas tinham sua origem nos pecados que elas tinham praticado, ou, pior ainda, que seus pais, ou ancestrais, haviam cometido.

E para piorar, muitos dessas pessoas de fé dizem ainda que não é necessário remédios.  E, assim, atrapalham o tratamento de quem precisa dele.  Pois, muitas vezes é alguém próximo dizendo isso.  Alguém em quem o doente confia: um familiar, um amigo, um padre, pastor, ...

PENSE BEM ...
Então, pense bem antes de dizer a alguém que a depressão da qual ela sofre é: "falta de fé".  Já foi comprovado cientificamente as mudanças no cérebro de quem tem depressão, ou seja, de quem está com este tipo de DOENÇA.  E perdoe aos ignorantes que disserem isso para você (muitas vezes eles querem ajudar, mas não sabem como).

MINHA FÉ
Acredito que a fé pode remover montanhas, como dizia Jesus.  Sou católico.  E acredito em milagres.  Ele, nosso Deus, pode curar qualquer doença: diabetes, câncer, ...  Mas isso não acontece o tempo todo.  (Você conhece alguém próximo que foi curado de alguma doença que os médicos consideram incurável?)  Rezo como naquela passagem, que também é um canto conhecido pelos católicos, "creio Senhor, mas aumentai minha fé".

DEPRESSÃO
Para finalizar, note que no título escrevi "depressão" e não bipolaridade porque acredito que o que digo serve para todos os que sofrem de depressão.

MANIA
Mas para os que passam por períodos de mania (= euforia) também pode ser positivo ter uma religião de esteio, de referência, para não fazer loucuras das quais iremos nos arrepender depois.

CIÊNCIA
Enfim, a ciência já comprovou por pesquisas, embora não saiba o porquê, que as pessoas que tem uma religião, uma fé forte, se recuperam mais rápido, ou enfrentam melhor, dificuldades de saúde.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Moda, modismo ...

Coisa que incomoda é essa tal de moda.  Explico: acho que eu já comentei que tão receitando anti-depressivo pra tudo (seguido, isso sai na TV), e, pior ainda, tem muita gente tomando esse tipo de remédio sem indicação médica?!!!
O que falo é que como qualquer coisa virou "depressão", quem tem dificuldades sérias desse tipo é visto como mais um que reclama sem motivo.

O engraçado é que, mais de 20 anos atrás, quando um amigo meu teve uma crise depressiva (o diagnóstico, mais tarde, foi de bipolaridade), e isso não era conhecido, o problema é que isso era taxado de loucura (não que ainda não seja, infelizmente - sempre tem gente que tá disposta a julgar os outros por "achismo", ou prefere fazer de conta que não sabe para poder "descer o porrete" nos outros).

Hoje, como é comum a "tal depressão", quem realmente enfrenta problemas sérios deste tipo fica com dificuldade para mostrar o quão sério é o problema que enfrenta.

Ou seja, de qualquer jeito, quem tem dificuldades é que leva a pior: ou é louco, ou é mentiroso.  Para ajudar, tem aqueles que usam atestados para viajar, e outras maracutaias.  De novo, quem sofre é quem tem que se afastar do trabalho por problemas reais, mas que "não podem ser vistos a olho nu".
 
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