Um pouco do que é viver este problema: bipolaridade, ou distúrbio de humor bipolar, ou depressão bipolar, ou TAB - Transtorno Afetivo Bipolar, já foi chamado de psicose maníaco-depressiva.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Retomando, noivado, troca de trabalho, morar sozinho e meu cachorro
Primeiro o mais importante: fiquei noivo e estou muito feliz em estar planejando meu casamento. Embora, em cada crise, eu tenha medo de que vá tudo por água abaixo, que ela me deixe, é bom contar com alguém ao meu lado.
Quanto ao trabalho: eu estava dando aulas, mas voltei para o serviço administrativo como servidor público, pois, além de melhorar a renda, deixar colegas, alunos e pais de alunos perdidos nos dias em que não conseguia trabalhar foi bem complicado.
Mas foi bom redescobrir algo que só descobri no estágio no final da faculdade: eu gosto de dar aulas.
Fez bem inclusive para minha autoestima, afinal consegui dar conta de dar aulas para adolescente entre 10 e 14 anos, foram mais de duzentos alunos em dois anos.
E já que falei em autoestima, adotei um cachorro. Foi ótimo ter uma companhia já que estou morando sozinho há um ano. Mas meu primeiro cachorro quase destruiu meu apartamento. E eu sei que a culpa é mais minha do que dele, já que faltava o que fazer para o meu bichinho.
Ele ficou comigo de agosto a dezembro de 2011, quando viajei deixei com conhecidos que estavam morando na área rural e depois ele ficou mais um tempo por lá.
Mas quero voltar no fato de que notar que consigo tomar conta de um cachorro fez bem para minha autoestima, além da companhia dele.
Pretendo desenvolver esses tópicos (do título) nas próximas postagens.
Aliás, só notei que era bastante informação e mudanças agora que terminei de escrever.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Mais uma tentativa
No semestre seguinte, iniciei mais três, mas não concluí nenhuma.
Continuo dando aulas.
Agora vou tentar uma pós a distância na minha área de formação: Filosofia.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Obstáculos: pedras ou desafios
Neste ano tentei entrar no mestrado e passei em duas etapas de seleção. Mas fui barrado na falta de títulos – pelo menos foi o retorno que me deram. Eu fiquei longe da área de educação por alguns anos. Aliás, não consegui concluir minha pós pelas dificuldades de saúde. E devido a faltas onde trabalhava não fiz outros cursos também. Quer dizer, iniciei uma faculdade de computação, que também não deu para continuar.
Assim, não passei na seleção de mestrado.
Quero transformar essa pedra em desafio.
Mas é duro mais uma rasteira.
Estou fazendo disciplinas como aluno especial.
Querer aumentar a renda para poder casar e tocar a vida é um belo desafio. Prefiro ver assim, não que seja fácil.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Mudanças …
Nos últimos meses saí de um emprego desejado por muitos porque julguei que não estava me fazendo bem.
É duro as críticas mas ficar num lugar que está sugando a gente é complicado.
Agora estou dando aulas. Me formei em Filosofia quando era seminarista – na época em que eu queria ser padre.
Estou gostando bem mais do que eu faço agora. E olha que as crianças, ou melhor, os adolescentes, exigem bastante.
E economicamente não valia a pena a troca. Mas acho que isso dá pra correr atrás.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Euforia e bipolaridade tipo "2"
Quanto aos momentos de euforia (antigamente chamada de mania, ou seja, o contrário de depressão) eu lembro de poucos episódios.
Acho que esse é um dos motivos pelos quais meu médico atual me disse que a minha dificuldade de saúde entraria na classificação de Transtorno de Humor Bipolar Tipo 2.
Pelo que li alguns classificam em dois tipos apenas, outros em bem mais.
EUFORIA
Lembro, por exemplo, depois de uma crise depressiva, depois de começar a tomar os remédios (tinha ficado sem por indicação médica por uns meses) de viajar.
Eu moro numa cidade de 200 mil habitantes, fui para uma cidade umas 10 vezes maior (Porto Alegre) e lá aluguei um carro, sendo que nunca tinha dirigido lá. É bom levar em conta que eu estava começando uma "conversa" com uma menina (ou com uma guria, como a gente diz aqui no sul).
Mas, enfim, tirei minha carteira de habilitação em Curitiba, uma cidade do mesmo tamanho de Porto Alegre.
Até hoje não sei como que passei no teste - eu tava no meio de uma crise (a primeira, e os remédios estavam começando a fazer efeito).
Mas o fato é que eu parecia estar com "os pés altos do chão".
São os extremos, é a minha vivência.
