Posso comparar com outra que eu tenho: tenho que usar óculos, e fazer de conta que não preciso não vai me ajudar a enxergar melhor.
Certa vez eu ouvia, e acho que vem do AA (Alcoólicos Anônimos), que o primeiro passo para a cura é aceitar o problema. O que não quer dizer passar o tempo todo em cima disso. Mas sempre vai ter gente para julgar que é falta de vontade: “Faz um esforço, você consegue …” Em relação a depressão, essa visão social é terrível, como bem falava a minha psicóloga: como se não fosse uma doença que te paralisa, que te incapacita, e sim simples e pura falta de vontade.
Esse tipo de preconceito porque não é uma perna cortada, que se pode ver, faz um mal danado. Mais ainda se vier dos familiares. E o pior, se você mesmo não aceita e não reconhece que tem um problema.
Muitos jogam, por conta, os remédios longe: e fazem da vida daqueles com quem eles convivem um inferno (não se faz mal apenas para si, mas para aqueles com quem convivemos, a quem amamos).
Como posso tomar vários remédios e ainda não aceitar? Essa é uma questão interessante. Gastar uma grana preta (médico, psicólogo, remédio, …) e ainda negar que existe uma doença de verdade (depois de 12 anos?!!). Mas a gente cai nessa e se machuca: gera culpa, o que é horrível, porque suga a força que se poderia utilizar para caminhar em frente se aceitássemos o problema.
E, engraçado, que deixando, por um pouco, a minha história de lado, que já vi isso acontecer em situações diversas: pais que perderam um filho negando que estão depressivos e precisando de ajuda profissional, por exemplo.
Ah! Para quem não sabe, cientistas já conseguiram visualizar o cérebro humano em estado depressivo: e realmente fica diferente. É uma doença catalogada, como a bipolaridade (TAB – Transtorno Afetivo Bipolar) e outras.
Technorati Marcas: TAB,bipolaridade,aceitar,negação,aceitação,depressão,remédio,convivência,culpa,doença
